👨🏾Mouro Iluminado?
Eu trabalho na biblioteca e sai de lá para encontrar um amigo ou amiga. Eu saí sem uma das minhas mochilas e volto para pegá-la. A luz está apagada e eu guardo na mochila um tênis vintage, antigo mas em bom estado do meu irmão e uma meia também antiga da seleção brasileira, já com um certo aspecto de desgaste.
Meu amigo fala para eu pegar um bonde de número 4. Eu pego o bonde, que se parece com esses bondes de Amsterdam, mas já dentro percebo que estou no bonde número 8. Resolvo então descer no meio do caminho para depois pegar um Uber e ir até o ponto de encontro.
Estava na dúvida se seria melhor descer ou continuar, ao descer e ver uma grande igreja antiga, a catedral da cidade, percebo que estou no centro e no caminho certo. Estão em missa, apesar da missa estar proibida pelo lockdown. Eu tento fazer um check in na catedral usando swarm nocelular, mas ao tentar fazer o check in o aplicativo indica que preciso pagar para fazer o check in ali, pois o local dispõe de algumas funcionalidades especiais. Então eu desisto e não faço check in. Encontro meu amigo, pegamos o Uber e vamos para o lugar. Passa a noite toda e não dormi então não vou poder trabalhar.
No caminho de casa, passo na biblioteca onde trabalho e arrumo as cadeiras que estão fora do lugar. Talvez por não ter tido tempo de arruma-las antes de sair na noite anterior. Quando eu termino de arruma-las me dirijo a saída e chega o Maurício, um colega de trabalho (que também estudou e trabalhou comigo na vida real no meu primeiro emprego). Ele comenta "nossa você chegou cedo". Eu explico que não vou trabalhar hoje, mas vim arrumar as coisas de manhã. Eu lembro que tenho que pedir a folga no sistema, apesar de ser em cima da hora imagino que vai estar tudo bem.
Então eu vou para um outro escritório onde trabalha uma amiga asiática. Ela trabalha num lugar onde as mesas são separadas por cortinas que abrem e fecham quando as pessoas querem privacidade. Ao sair do prédio, por uma porta bem colorida e iluminada que parece uma farmácia, ela tenta ligar ou usar o celular o chacoalhando, mas não dá certo. Ela faz isso umas 3 vezes aquilo me parece meio cinematográfico. Eu começo a me tornar um espectador. O meu foco de visão, ou a câmera, então aponta para esquina. Do outro lado da esquina está uma parede cheia de grafiti, bem colorida.
Ali para um carro camuflado, o pessoal do carro sequestra a moça e o Maurício. Colocam o Maurício na frente do carro para espantar os inimigos, e dizem para ele "não se preocupe que se atirarem em você nós atiramos neles". Penso que não adianta muito eles atirarem de volta, pois vai levar tiros de qualquer jeito.
O Maurício então vai preso na frente com a cabeça presa num gancho e a calça meio abaixada. Nesse momento de espetarem a cabeça dele ele se parece com o John, um outro amigo negro careca. Na verdade eu não sei bem se espetaram a cabeça dele ou não pois eu não quis nem ver, mas tinha um gancho de metal sobre ela.
O carro que é uma espécie de jipe segue viagem até uma descida de terra, e lá em baixo a esquerda há um portão aonde querem entrar. Ao se aproximar do portão eles vem que vai sair uma manada de bois marrons então o carro recua e fica encostado na parede da esquerda para deixar os bois passarem. Sai um boi e vemos que ele vem comer algo que está nessa parede da esquerda. Depois vem outros, e então percebo que na verdade primeiro vem um porco, depois um elefante e finalmente um boi. Como todos tinham a mesma cor era difícil de identificar inicialmente.
Então finalmente o carro se aproxima da porta e entra. Dentro está um grupo de pessoas em um culto, liderados pela Vera. O motorista entrega o Maurício para a Vera e pede a ele para recitar algo. Então ele recita algo em espanhol. O motorista oferecia o Maurício como uma espécie de líder iluminado. E ela diz que o Maurício é bom, mas ainda está aprendendo, não é o iluminado que nasceu sabendo. Ele se desculpa por não falar bem espanhol e ela diz que não se preocupe pois também não fala português.
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